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SKETCH:

ANO:

ELENCO:

Chespirito Mordomo

1973

Roberto Gómez Bolaños

 

 

Maria Antonieta de Las Nieves

 

 

Ramón Valdez

 

 

Rubén Aguirre

 

         Chespirito, o grande gênio idealizador das imortais séries “El Chapulín Colorado” e “El Chavo Del Ocho”, tinha muito mais que apenas duas personagens – o que já teria sido o suficiente para o sucesso e reconhecimento que tem até os dias de hoje, mesmo após 15 anos sem realizar as séries. Principalmente, durante os primeiros anos de sua carreira, Chespirito realizava pequenos quadros de suas personagens principais para os programas de nomes próprios, porém, nos brindava com performances geniais e inesquecíveis de suas outras personagens. Aliás, há uma personagem que este “mini-Shakespeare” interpretava e que com certeza, foi, é e sempre será motivo de boas gargalhadas. Esse seria o papel... dele mesmo. Há vários sketch’s em que ele era chamado de Chespirito (seu apelido na vida real). Nesta minha primeira coluna em homenagem a esses pequenos-notáveis, falarei do memorável sketch “Chespirito Mordomo” – aliás, um de meus preferidos; tão logo, a escolha do mesmo para a estréia, não fora casual.

         A história começa com a atriz Maria Antonieta sentada em um sofá assistindo TV. Logo surge Chespirito e lhe pergunta o que faz ali interpelada e ela responde que estava assistindo a uma novela, aproveitando que o patrão não está. Chespirito corre a pegar um refresco para acompanhar a moça á frente da TV – detalhe: Maria Antonieta é a empregada da casa e Chespirito o mordomo.

         Pouco tempo depois, a TV informa que um perigoso bandido fugira da prisão. O mesmo possuía uma cicatriz em formato de coração no joelho direito e teria uma incrível facilidade para se disfarçar (tema que seria repetido anos depois em um episódio de “Chespirito”, porém, abordado de uma forma mais detalhada em uma trama de aproximadamente 80 minutos). A empregada chega a desconfiar por um momento de Chespirito, pedindo inclusive para ver seu joelho. Mas claro, nosso amigo não é o perigoso bandido.

         Enquanto os dois conversam, o patrão (Rubén Aguirre) chega em casa acompanhado de um sujeito (Ramón Valdez). Chespirito olha para o homem e afirma para a empregada que aquele é o fugitivo. Ela não crê e até aposta que se aquele homem for o bandido, ela comerá o espanador de pó.

         Chespirito fica vigiando o homem por todo o tempo, inclusive tira de suas mãos, todos os objetos que ele pega.

         Seu patrão lhe dá uma bronca e lhe pede para se retirar da sala, porém, Chespirito insiste e continua a observar a conversa dos dois. Até que finalmente ele revela o porquê de tanta desconfiança e seu patrão acha um absurdo o que seu mordomo está pensando. Neste momento, a empregada repete para o patrão a aposta que fizera com Chespirito de comer o espanador de pó, caso aquele senhor seja o bandido. Neste momento, Ramón saca uma arma e diz uma frase que além de revelar que as suspeitas do mordomo, estavam certas,  seria eternizada como a melhor piada do episódio:

 

“(...) – Pois, bom apetite baixinha!”

 

Neste momento, Chespirito põe sal no cabo do espanador de pó e a empregada se põe a pagar sua aposta.

 

   

 

NOTA: este célebre sketch deixou de ser exibido em telas brasileiras no ano de 1992, quando também sumiram todos os demais sketch’s que eram exibidos junto à série “El Chavo Del Ocho”. Nunca mais foi visto, a não ser em emissoras internacionais, com o áudio original em espanhol.

 

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Bem, por agora é só. Aguardem a próxima edição de “SKETCH’s CH”.